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MUNDO

10/08/2020

Mostra on-line brasileira de cinema egípcio traz workshop de documentários

O segundo final de semana da 2ª Mostra de Cinema Egípcio Contemporâneo traz entre os destaques da programação um workshop de documentários, além de longas-metragens inéditos. A mostra, a primeira totalmente on-line realizada pelo CCBB, acontece até o dia 23 de agosto no site www.cinemaegipcio.com, com acesso gratuito. O projeto é patrocinado pelo Banco do Brasil, por meio da Lei Federal de Incentivo à Cultura.

Na sexta-feira, 7 de agosto, às 17h, será realizado o workshop "Documentários" com o cineasta Amr Bayoumi, diretor de Para onde foi Ramsés?, filme de abertura da mostra. Para participar do workshop basta se cadastrar no site da mostra. Roteirista e diretor de cinema independente egípcio, Amr Bayoumi acumulou experiência em diversas áreas da indústria do audiovisual nos seus 35 anos de carreira. Ele é bacharel em direção de cinema pelo prestigiado Instituto Superior de Cinema do Cairo. Seu premiado filme de estreia como diretor, The Bridge (1999), capta delicadamente a lacuna de comunicação em uma família egípcia de classe média em três gerações diferentes. 

Para onde foi Ramsés? (2019), seu mais recente documentário, recebeu o Grande Prêmio do Ismailia Film Festival por conseguir vincular uma história pessoal complexa à história de um país inteiro, mostrando um evento extraordinário. Bayoumi se dedica a trabalhar em filmes que abordam desafios sociais em uma sociedade em constante mudança, como País das Garotas (2007), longa-metragem que segue a jornada de quatro garotas que se deslocam do campo para a agitação do Cairo. Ele escreveu, produziu e dirigiu o documentário Sex Talk (2010), no qual aborda a saúde sexual na sociedade egípcia e revela a dura realidade da Mutilação Genital Feminina. Bayoumi também dirigiu séries de documentários para a TV Al-Jazeera. 

Entre os longa-metragens de ficção inéditos desta semana, a mostra apresenta, nos dias 6 e 7, Sheikh Jackson (2017), de Amr Salama, que participou do Festival de Toronto e foi selecionado pelo Egito para concorrer a um vaga na seleção do Oscar de Melhor Filme Estrangeiro. O filme é uma comédia dramática que conta a história de um clérigo islâmico que gosta de se vestir como Michael Jackson e passa por uma crise de fé ao saber da morte de seu ídolo. 

Saída para o sol (2012), com sessões nos dias 10 e 11, estreia da diretora Hala Lotfy, também participou de diversos festivais, como os de Berlim e de Toronto, foi premiado no Festival de Abu Dhabi e no Festival de Cinema Africano de Milão, e mostra o cotidiano de duas mulheres que cuidam de um familiar doente. Nos dias 12 e 13 será exibido Eu tenho uma foto (2017), documentário de Mohamed Zedan que conta a história do cinema egípcio através da trajetória de Motawe Eweis, figurante que trabalhou em cerca de mil filmes, desde os anos 40 até hoje.

A programação traz ainda nas próximas semanas o filme de terror O elefante azul 2 (2019), de Marwan Hamed, o maior sucesso de bilheteria da história do cinema egípcio; e a comédia Como um palito de fósforo (2014), de Hussein Al Imam, que homenageia as grandes estrelas da Era de Ouro do cinema egípcio. 

A 2ª Mostra de Cinema Egípcio Contemporâneo apresenta 24 títulos produzidos entre os anos de 2011 e 2019, que revelam a nova geração de cineastas egípcios em documentários e ficções de diversos gêneros – da comédia ao terror, selecionados pelo produtor e curador Amro Saad, egípcio naturalizado brasileiro. 

http://www.cinemaegipcio.com

“Mergulhada no contexto pós 2011, a 2ª edição da Mostra apresenta a transformação da indústria cinematográfica egípcia. Evidencia a quebra de paradigmas e, principalmente, um novo olhar, que coaduna com a luta contínua pelas questões sociais, e avança para o entendimento e a percepção dos egípcios sobre sua própria identidade e estilo de vida. Com isso, soma ao debate dos direitos sociais a conscientização sobre o significado da vida”, comenta Amro Saad.

Fonte: Notícias ao Minuto

 



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