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NEGÓCIOS E ECONOMIA

31/08/2020

Covid-19: Presidentes das empresas mais otimistas quanto à resiliência do negócio - estudo [Portugal]

Entre as principais conclusões, os líderes executivos deram conta de um crescimento da "ameaça dos riscos associados ao talento", que "subiu 11 lugares, ficando em primeiro lugar na lista das ameaças ao negócio", e situando-se à frente das ameaças relacionadas com a cadeia de abastecimento, e os riscos ambientais

Os presidentes executivos (CEO) das maiores empresas mundiais estão mais otimistas quanto à resiliência do seu negócio e da economia do seu país, de acordo com um estudo divulgado esta quarta-feira pela consultora KPMG.

O 'CEO Outlook' de 2020 realizou dois questionários, o primeiro em janeiro, a perto de 1.300 líderes de empresas e o segundo entre julho e agosto, abrangendo 315, sendo que no total a consultora recebeu respostas de cerca de 30 gestores portugueses.

Os resultados do inquérito mostram que a "agenda destes gestores internacionais mudou drasticamente desde o início do ano, tal como indicam as tendências atuais, por exemplo: os fatores ESG (Environmental, Social and Governance), a flexibilidade laboral, e a transformação digital, todos estes aceleraram", de acordo com um comunicado.

"Quando questionados sobre quais as perspetivas para o crescimento da economia global, para os próximos três anos, 32% dos CEO estão menos confiantes comparando com a mesma questão, colocada em janeiro. No entanto, este universo de cerca de 1.300 gestores, está mais otimista face às perspetivas de crescimento do seu país (45%), e igualmente mais confiante face à resiliência do seu negócio, para os próximos três anos", referiu a KPMG.

Entre as principais conclusões, os CEO deram conta de um crescimento da "ameaça dos riscos associados ao talento", que "subiu 11 lugares, ficando em primeiro lugar na lista das ameaças ao negócio", e situando-se à frente das ameaças relacionadas com a cadeia de abastecimento, e os riscos ambientais.

Além disso, 39% dos entrevistados indicaram que "foram diretamente impactados na sua saúde, ou em um elemento da sua família, e em resultado, 55% mudaram a sua resposta estratégica à covid-19. Este mesmo conjunto de CEO declara que foi financeiramente afetado, concretamente 63% afirma que fez alterações aos seus salários", devido à pandemia.

De acordo com o inquérito da KPMG, os CEO "investiram fortemente em tecnologia durante o confinamento", e pretendem aumentar este investimento.

"A maioria (80%) dos gestores viu a transformação digital no seu negócio, acelerar, durante a pandemia. Os maiores avanços na área da transformação digital, foram especificamente na área das operações, onde 30% diz que este progresso colocou o seu negócio a anos de luz de onde esperariam estar à data de hoje. Dois terços (67%) dos CEO irão provavelmente injetar mais capital em tecnologia, ao invés de recrutar, algo que não sofreu alterações desde o início do estudo", de acordo com a KMPG.

Fonte: Expresso

 



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