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MUNDO

15/09/2020

Música.Doc: In-Edit Brasil já começou e seguirá até o dia 20 de setembro com a sua 12ª edição

O In-Edit Brasil – Festival Internacional do Documentário Musical já começou e seguirá até o dia 20 de setembro com a sua 12ª edição, pela primeira vez em versão online. O evento é uma referência em produções audiovisuais sobre música de todos os tipos, origens e épocas, e neste ano está apresentando mais de 60 filmes nacionais e internacionais, inéditos no circuito comercial, entre curtas e longas metragens. A programação está disponível na plataforma do festival, com filmes gratuitos e pagos. Nos acessos pagos, o valor do ingresso (R$ 3) será destinado integralmente a profissionais da cultura e do audiovisual afetados pela pandemia.

A curadoria do In-Edit é conhecida por sua qualidade e apuro em trazer material relevante e acessível a variados gostos. Há muito a destacar. Um deles é o filme que abriu oficialmente o festival, o premiado documentário “White Riot”, de Rubika Shah, inédito no Brasil. O filme conta a história movimento ‘Rock Against Racism’, criado nos anos 70, na Inglaterra, em resposta aos ultra-direitistas da Frente Nacional, que flertavam com o racismo e fascismo e estavam ganhando adeptos entre estrelas do Rock. Foi então que Red Sounders e seus comparsas decidiram fazer frente a esse retrocesso, debatendo as leis de imigração e o papel da mulher na sociedade, tendo apoio de bandas como The Clash, Sham 69, Steel Pulse, Tom Robinson, entre outros.

A programação internacional traz ainda 22 filmes inéditos. Entre os destaques estão “The Quiet One”, de Oliver Murray, versão da história do baixista Bill Wyman, dos Rolling Stones, que abre seu arquivo pessoal com imagens inéditas; “My Darling Vivian”, de Matt Riddlehoover, no qual as filhas do primeiro casamento de Johnny Cash decidem contar sua versão após o sucesso do filme "Johnny e June"; “Aznavour por Charles”, de Marc di Domenico, com imagens feitas pelo cantor com uma câmera que ganhou de presente de Edith Piaf; e “Ibiza – The Silent Movie”, parceria entre o diretor Julian Temple e o produtor/DJ Fatboy Slim para contar a história da ilha clubber espanhola, do fenícios (!) até a acid house.

Panorama Brasileiro

O segmento “Panorama Brasileiro”, voltado para as produções nacionais, será dividido em Competição Nacional, Mostra Brasil, Brasil.Doc e Curtas Brasileiros. A safra de documentários musicais está digna de muitos elogios, e conta com vários destaques. Em “Aleluia, O Canto Infinito do Tincoã”, o artista baiano Mateus Aleluia, ex-integrante da banda Os Tincoãs, conta sobre sua vida, seu trabalho e sua espiritualidade; “Dorivando Saravá, O Preto Que Virou Mar” mostra vida e a obra de Dorival Caymmi analisadas a partir de sua negritude; “Garoto – Vivo Sonhando” conta a história de Garoto, um dos instrumentistas mais importantes do país; seu legado está vivo na bossa nova, fortemente inspirada por ele.

Em “Afro-Sampas”, artistas africanos que migraram para São Paulo falam de suas experiências artísticas e seu relacionamento com seu novo entorno; “Arto Lindsay 4D” acompanha o músico experimental Arto Lindsay por diversos países, buscando entender seu universo artístico; “Memórias Afro-Atlânticas” traz a história do linguista negro norte-americano Lorenzo Dow Turner, que gravou e fotografou os terreiros de Candomblé, na Bahia, entre 1940 e 1941, gerando um acervo inédito; em “Ventos que sopram – Pará”, Felipe Cordeiro conduz o passeio musical pelo seu Pará natal; “Faça você mesma”, a presença feminina no rock; “Encantadeiras - O Canto e o Encanto das Quebradeiras de Coco Babaçu”, entre outros.

Sons lusitanos

Em parceria com o Instituto Camões, Embaixada de Portugal e a agência de música Connecting Dots, o festival de 2020 apresenta também a ‘Mostra Portugal’, com uma seleção dos documentários musicais recentes mais destacados do país. "Com o crescimento da economia portuguesa, a oferta de documentários musicais no país tem crescido como nunca. Selecionamos cinco documentários, além da biopic sensação do ano: ‘Variações’, que terá sua pré-estreia brasileira no festival", contou o diretor artístico do In-Edit Brasil, Marcelo Aliche.

Destaque também para “Batida de Lisboa”, que mostram a força do beat africano na nova música portuguesa.

Além dos filmes, o In-Edit apresentará papos e entrevistas com diretores e artistas do Brasil e exterior. Destaque para a masterclass com o cultuado diretor inglês Julien Temple mediada pelo jornalista André Barcinski, no dia 15/09 (terça), às 18h, aberta ao público com acesso gratuito em território nacional. O festival promove ainda entrevistas exclusivas variadas como o bate-papo com a cantora Pitty e o diretor Otávio Sousa, do filme “Matriz.doc”, no dia 14/09, às 20h; o encontro com o diretor do filme “Inner Landscape”, Frank Scheffer e o cantor lírico brasileiro sediado em Nova York, Paulo Szot, no dia 13/09, às 18h; o rapper Rappin Hood conversa com Leo Papel, do filme “Hip Hop e Mercado: O Rap”; Cinema da Vela especial com o tema Histórias Afro-Atlânticas, no dia 16/09, às 20h, e muito mais. Shows especiais com Autoramas, Felipe Cordeiro e a banda Flicts, realizados no Espaço Som (SP), sem plateia, com transmissão ao vivo e gratuita em todo o Brasil, completam as atividades paralelas desta edição.

Serviço:

In-Edit Brasil - 12º Festival Internacional do Documentário Musical, até 20 de setembro.

Fonte: Tribuna do Norte

 



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