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22/09/2020

Câncer colorretal atinge 40 mil pessoas por ano e é o terceiro tipo mais comum na população geral [BP - A Beneficência Portuguesa de São Paulo]

Doença tem sido diagnosticada cada vez mais na população mais jovem; diagnóstico precoce aumenta a chance de cura

São Paulo, 15 de setembro de 2020 - Os cânceres de próstata e de mama são muito lembrados pela população por serem frequentes, mas pouco se fala sobre o terceiro tipo mais comum: o câncer colorretal. Essa doença engloba os tumores malignos que acometem tanto o cólon (intestino grosso) quanto o reto, parte final do órgão. Para alertar a população sobre o tema, foi instituído o Setembro Verde, mês de conscientização desse tipo de câncer, que tem 40 mil novos casos por ano, segundo estimativa do Instituto Nacional de Câncer (I nca ) .

Ricardo Carvalho, oncologista clínico da BP - A Beneficência Portuguesa de São Paulo , afirma que no Brasil são 20 novos casos a cada 100 mil habitantes. "Na última estimativa mundial, em 2018, tivemos um milhão e oitocentos mil novos casos de câncer colorretal em todo o mundo. Embora tenhamos observado nos últimos anos uma queda no número de casos novos e na mortalidade na população geral, a situação é diferente entre os mais jovens: está havendo um aumento no número de casos novos e na mortalidade nessa população. E estamos falamos de um tipo de câncer que pode ser diagnosticado precocemente, por meio de exames de rastreamento como a colonoscopia, e que é curável na imensa maioria das vezes", alerta o médico. Segundo ele, por esses e outros fatores é necessário focar no diagnóstico precoce e nas mudanças de hábitos e estilo de vida para que haja diminuição no surgimento de novos casos e uma taxa de cura cada vez maior.

Fatores de risco como obesidade, sedentarismo, tabagismo, idade avançada e doenças como a retocolite ulcerativa estão ligados à doença. "Uma dieta com elevado consumo de carnes vermelhas, embutidos e enlatados e pobre em fibras, frutas, vegetais e cálcio também são fatores de risco conhecidos e podem contribuir para o desenvolvimento do tumor", alerta o especialista. Há também fatores hereditários, mas esses são responsáveis pela minoria dos cânceres de cólon e reto.

Os sintomas variam muito e dependerão do estágio em que a doença se encontra, mas é importante ficar atento em relação ao aparecimento de sangue nas fezes ou alteração persistente na consistência habitual. "Ao notar qualquer mudança nesse sentido é necessário procurar um médico. Perda de peso, dor e aumento do volume do abdômen também são sinais que merecem atenção. Entretanto, quando a doença está na fase inicial o indivíduo pode não apresentar nenhum sintoma", ressalta o oncologista.

O diagnóstico é feito por meio de um exame endoscópico como a colonoscopia, que possibilita a visualização de todo o intestino grosso, e eventual biópsia de uma lesão suspeita. "É um exame simples, acessível e que pode ser encontrado nos serviços de saúde", comenta o médico.

As principais sociedades médicas do mundo recomendam a realização da colonoscopia como exame de rastreamento para todas as pessoas acima dos 45 anos de idade. Indivíduos com familiares de primeiro grau com câncer colorretal devem realizar o exame mais precocemente, geralmente 10 anos antes da idade que o familiar tinha quando ocorreu o diagnóstico. "Por exemplo, se a mãe de uma pessoa teve câncer colorretal aos 52 anos, essa pessoa deverá realizar o primeiro exame aos 42 anos. A depender do resultado do exame, o intervalo para um novo exame pode variar entre um e três anos", afirma.

Prevenção e tratamento

A taxa de cura desse tipo de câncer gira em torno de 70%, ou seja, sete em cada dez pacientes que recebem diagnóstico são curados. No entanto, a chance de cura para tumores detectados em estágios iniciais pode chegar a 90 ou 95%. "O tratamento varia dependendo do estágio da doença, podendo ser desde a retirada de um pólipo ou a realização de cirurgia para remoção de uma região do intestino comprometida pelo tumor. Em alguns casos se faz necessário a realização de quimioterapia ou radioterapia", explica Ricardo Carvalho.

O tratamento do câncer de cólon tem tido importantes avanços na última década. No Asco Annual Meeting 2020, o maior congresso mundial de oncologia, foi apresentado um estudo que mudou a conduta em pacientes com câncer de cólon metastático. "A pesquisa demonstrou que a imunoterapia, um tipo de tratamento menos tóxico, é mais efetiva que a quimioterapia convencional em casos selecionados", ressalta o especialista. Mas ele lembra também que a melhor forma de prevenir esse tipo de câncer é combater o sedentarismo e cuidar melhor da alimentação, evitando o consumo exagerado de carne vermelha e álcool e mantendo uma dieta rica em frutas, verduras e fibras.

Sobre a BP - A Beneficência Portuguesa de São Paulo

A Beneficência Portuguesa de São Paulo agora é BP, um polo de saúde moderno e atualizado que valoriza a vida de todos e de cada um. Composto por 4 hospitais com foco em alta complexidade e que atendem diferentes perfis de clientes e outros 3 serviços que contemplam medicina diagnóstica, atendimento ambulatorial e educação e pesquisa, a BP compreende mais de 220 mil m² construídos, 7.500 colaboradores e 4.500 médicos distribuídos em 8 edifícios e cerca de 50 clínicas nos bairros da Bela Vista, onde são concentrados os serviços privados, e da Penha, onde são oferecidos os serviços para clientes regulados pelo Sistema Único de Saúde (SUS).

O polo de saúde é composto pelo Hospital BP, referência em casos de alta complexidade, pronto-socorro geral e corpo clínico especializado para clientes de planos de saúde e particulares; pelo BP Mirante, hospital que oferece um corpo clínico renomado, pronto atendimento privativo, hotelaria personalizada e cuidado intimista para clientes particulares e de planos de saúde premium; pelo BP Essencial, hospital que tem foco na qualidade assistencial e oferece acomodações compartilhadas para clientes de planos de saúde básicos e particulares; pelo BP Hospital Filantrópico, que oferece cuidado humanizado e eficaz para clientes regulados pelo Sistema Único de Saúde (SUS); pela BP Medicina Diagnóstica, um completo e atualizado centro de diagnósticos e de terapias, que oferece exames laboratoriais, de imagem, métodos gráficos e de todas as outras especialidades diagnósticas; pelo BP Vital, um conjunto de iniciativas da BP com foco em promoção de saúde por meio do cuidado integral, num um olhar atento e acolhedor da instituição para fora dos seus muros, contribuindo para a melhoria das condições de saúde da população como um todo; e pela BP Educação e Pesquisa, tradicional formadora de profissionais de saúde que capacita profissionais por meio de cursos técnicos e de pós-graduação, residência médica, eventos científicos e é responsável por gerenciar mais de 100 estudos e pesquisas na área da saúde com o intuito de contribuir para a evolução da Medicina no País.
 

Fonte: Assessoria



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