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17/11/2020

Contratei meu Seguro Cyber Risk. Agora estou Seguro? [Besso Re Brasil]

Mundialmente, pessoas, governos e empresas em geral têm demonstrado grande preocupação com a proteção das informações pessoais que lhes são confiadas. Com a entrada em vigor em agosto deste ano da Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD) – Lei 13.853/19, o Brasil deu um importante passo rumo a integrar o rol de países plenamente adequados ao manuseio e preservação dessas informações. Atualmente a União Europeia é considerada a região do mundo que está mais avançada nos mecanismos de preservação dos direitos constitucionais dos seus cidadãos, através do Regulamento Geral sobre a Proteção de Dados (RGPD), sigla do termo em português, em vigor desde maio de 2018.  

Em linhas gerais, a LGPD tem por objetivo preservar o direito constitucional à privacidade dos cidadãos como único detentor dos direitos sobre os seus dados e conceder proteção no caso desses direitos serem infringidos. A Lei não pretende prejudicar as atividades das empresas e nem impede o tratamento e manuseio dessas informações, mas estabelece critérios para que o cidadão saiba exatamente o que será feito com seus dados e assim possa ser capaz de permitir, ou não, o uso que a empresa desejar fazer com as suas informações pessoais

Quando se fala em proteger informações de dados, somos levados a reciocinar apenas sobre a proteção de dados disponíveis em meios eletrônicos, todavia é importante lembrar que a aplicação da Lei se estende a todo e qualquer tratamento de dados, inclusive àqueles chamados analógicos ou em “meio não digital”, tais como: fichas de cadastro preenchidas em papel e manuseio de documentos físicos.

Segundo dados das empresas especializadas no monitoramento mundial de ataques cibernéticos, divulgados recentemente pelo canal Infochannel, os ataques maliciosos e malwares relacionados a pandemia da Covid-19, aumentou nada menos do que 30.000% em comparação ao início de 2020. Ainda segundo esses especialistas,  o Brasil ocupa o 70º lugar no índice de segurança cibernética da UIT - União Internacional de Telecomunicações (órgão das Nações Unidas) sendo o segundo país mais afetado em termos de perdas econômicas devido a ataques cibernéticos

Em 2018, empresas brasileiras calcularam perdas de mais de 20 bilhões de dólares, afetando direta ou indiretamente 70 milhões de pessoas. Durante 2019, o Brasil sofreu mais de 2 bilhões de ameaças por e-mail, ficando atrás apenas dos Estados Unidos, com 10 bilhões de ameaças e China, com 4 bilhões.

Cada vez mais todos os setores da economia, incluindo órgãos governamentais e empresas de pequeno, médio ou grande porte, que trabalham com dados pessoais e corporativos, como cartão de crédito, identidade, CPF, endereço, planos estratégicos e uma infinidade de outras informações, são cada vez mais dependentes da tecnologia para gerenciar com segurança toda essa gama de dados e agora, com o advento da LGPD, a necessidade desse gerenciamento deverá ocorrer de forma ainda mais profissional 

A contratação de serviços e empresas especializadas para implantação de ações que visem adequar as empresas às exigências da Lei, deverá ser encarada como uma etapa de transformação e mudanças de paradigmas e não apenas como um simples projeto de conformidade. Não existe uma metodologia padrão para a implementação dessas transformações, tudo vai depender do porte da empresa e do que já existe em termos de proteção dos dados. Em qualquer situação, o treinamento dos funcionários, a política de obtenção de consentimento para utilização dos dados e um adequado sistema de detecção de ataques, se constituem como o pilar de todo esse processo de transformação.

Feitas as adequações necessárias, chegamos então à fase de estudo para contratação das coberturas do seguro, sabendo-se que essas garantias estarão disponíveis apenas para aquelas empresas que demonstrarem plena adequação aos requisitos da Lei, condição primordial para subscrição e aceitação do seguro por parte das seguradoras.

As principais seguradoras do mercado brasileiro já estão preparadas para oferecer a contratação do Seguro Cyber Risks ou simplesmente Seguro contra riscos cibernéticos, cujas principais coberturas podemos mencionar a Responsabilidade por Dados Pessoais e Corporativos - que cobrem os danos relacionados à divulgação pública de dados privados em poder da empresa; custos de defesa; roubo ou furto físico de hardware; sanções administrativas; extorsão sofrida como resultado de uma falha de segurança; cobertura para o lucro cessantes decorrente de interrupção dos negócios, causada também por falha de segurança e diversas outras coberturas adicionais.

Falando mais uma vez em mudanças de paradigmas, espera-se que no futuro próximo as contratações de apólices de seguro desse segmento possa ser vista como um tipo de certificado de adequação da empresa, diferenciando-a das suas concorrentes e demonstrando total segurança para o consumidor de que aquela empresa respeita e protege os dados a ela confiados.  

Fonte: Assessoria



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