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NEGÓCIOS E ECONOMIA

23/11/2020

Seguros de saúde crescem 8,9% e dão gás ao sector [Portugal]

Portugueses pagam 737,5 milhões de euros por proteção adicional na doença até setembro. Pandemia de covid-19 terá contribuído para maior adesão

A produção dos ramos não Vida do total do mercado segurador ultrapassou os 4.102 milhões de euros de janeiro a setembro de 2020, mais cerca de 165 milhões face a igual período do ano anterior. Como motor de crescimento mais possante desta área surgem os produtos de proteção na doença, com um aumento de 8,9% em termos homólogos, faz notar o Relatório de Evolução da Atividade Seguradora relativo ao terceiro trimestre deste ano, da Autoridade de Supervisão de Seguros e Fundos de Pensões (ASF). Um desempenho a que não será alheia a pandemia associada a um maior receio das pessoas que não puderam não ter acesso a serviços de saúde dado o congestionamento das unidades hospitalares públicas com os casos de covid-19 e a consequente falta de assistência aos doentes com outras patologias.

O peso relativo dos seguros de saúde no total do mercado não vida passou a ser de 18% no final de setembro, ascendendo o volume de prémios aos 737,5 milhões de euros (o fecho de 2019 ficou nos 877 milhões de euros, fruto de uma subida anual de 8,4%). Por sua vez, as coberturas de incêndio e outros danos, automóvel e acidentes de trabalho apresentaram igualmente acréscimos, embora mais modestos, de 5,5%, 3,2% e 4,2%, respetivamente.

Aliás, segundo o ‘Jornal de Negócios’ a ASF pretende fazer um estudo junto das seguradoras, consumidores e profissionais de saúde para perceber como está a funcionar o mercado dos seguros de saúde e até admite regulamentar este segmento, que já tem cerca de 3,1 milhões de clientes.

“Os seguros de saúde registaram, desde a sua entrada no mercado nacional, uma adesão crescente quer por parte de particulares, quer de empresas", enquadra fonte oficial do regulador ao ‘Jornal de Negócios”, acrescentando que “o facto de os seguros de saúde registarem níveis de adesão muito elevados, incluindo na pandemia (crescimento homólogo em outubro de 2020 de 9%), levou esta autoridade, devido à sua missão e ao objetivo máximo de defesa e proteção dos consumidores, a trabalhar no sentido de avaliar de forma detalhada o estado atual deste mercado, de modo a introduzir instrumentos que contribuam para um desenvolvimento equilibrado e sustentado, em prol da transparência, da são competitividade e, sobretudo, da garantia dos direitos e da proteção dos consumidores".

Esta análise já estava a ser pensada antes da deteção, em Portugal, dos primeiros casos de infeção com o novo coronavírus.

DESPESA ADIADA POR CAUSA DA PANDEMIA

Com o confinamento e o cancelamento, entre março e maio, dos cuidados de saúde assistenciais programados não urgentes nos hospitais privados (tal como aconteceu no Serviço Nacional de Saúde) muitas consultas e tratamentos foram adiados e, por isso, não é de estranhar que, nos nove meses analisados, o rácio custos com sinistros versus prémios brutos emitidos no que toca a seguros de proteção na doença tenha diminuído 4,7 pontos percentuais, situando-se em 63,7%. Os custos com sinistros neste segmento situaram-se, nos 469,7 milhões de euros, quase em linha com os 463,2 milhões de euros registados em setembro de 2019. Um valor que tenderá a aumentar com o regresso da atividade dos prestadores hospitalares, bem como o previsível aumento da carga de doença dos pacientes que, entretanto, estão a procurar ajuda.

Fonte: Expresso

 

 



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