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NEGÓCIOS E ECONOMIA

26/01/2021

Mais de 65% das empresas querem manter teletrabalho em 2021 [Portugal]

O trabalho à distância veio para ficar com a pandemia. 58,67% das empresas já estão no terreno com uma política de trabalho remoto, segundo um relatório Aon Portugal. Mas há desafios e estratégias a definir

Mais de 65% das empresas querem manter o teletrabalho em 2021, revela um estudo divulgado esta quinta-feira pela multinacional de consultadoria Aon.

No relatório ‘Teletrabalho: Tendências e Políticas em 2021’, que contou com a participação de 156 empresas, das quais 58,82% portuguesas, concluiu-se que já mais de metade do total "implementou uma política de trabalho remoto adaptada à nova realidade laboral". O estudo revela ainda que "as empresas estão focadas em criar melhores condições para garantir a produtividade, motivação e compensação dos seus colaboradores a longo prazo", num regime de teletrabalho.

Mas há desafios a montante. A preparação de chefias para o comando em teletrabalho é um dos desafios apontados por 63,4% das empresas, assim como a gestão dos trabalhadores é outro desafio considerado importante para 54,5% das empresas. Já a gestão de novos negócios e desafios com uma abordagem a novos clientes é apontado por 44,5% das empresas que participaram no estudo.

A análise inside sobre as práticas e políticas que as empresas estão a definir ao nível do trabalho remoto no pós-pandemia, concluindo-se que a maioria das empresas inquiridas, 67,6%, veem o teletrabalho como desejável, "a todos os colaboradores, desde que as respetivas funções o permitam". Porém, 17,6% apenas "irão disponibilizar este tipo de trabalho para alguns departamentos específicos", e 1,4% apenas a colaboradores mais seniores. 13,4% das empresas inquiridas admitem aplicar outros critérios de eleição na hora de avançar com o regime universal de teletrabalho.

Existe ainda outro cenário no que diz respeito ao teletrabalho: "as empresas estão ainda a perspetivar o número de dias de home office a disponibilizar aos seus trabalhadores". Do total das empresas que participaram, 34% aponta para três dias de teletrabalho, 24% diz preferir aplicar cinco dias, 23% dois dias, 13% apenas um dia e 6% das inquiridas aponta quatro dias.

Estes resultados revelam , segundo a Aon, que "os próximos anos vão representar uma evidente mudança das dinâmicas de trabalho nas empresas em todo o mundo, pautada por uma implementação cada vez mais consistente de modelos de trabalho remoto enquanto alternativa ou complemento ao trabalho presencial".

30,6% DAS EMPRESAS DIZEM QUE TRABALHADORES ESPERAM UM MODELO MISTO

Contudo, perante a incerteza quanto à evolução da pandemia, a Aon considera que a antecipação na busca de estratégias de gestão dos recursos humanos das empresas deve ser estudada para que as mudanças reduzam o impacto no negócio das empresas que as adotem e junto dos seus trabalhadores, os quais devem ser ouvidos.

Joana Brito, dos recursos humanos da Aon Portugal sublinha a necessidade de realização de estudos internos para atender a estas questões de mudança de estratégia. Com este estudo "conseguimos perceber que 30,6% das empresas realizaram um trabalho de auscultação e referem que os seus colaboradores esperam ter um modelo de trabalho misto". Ou seja, entre teletrabalho e trabalho presencial.

Quanto aos benefícios dos trabalhadores decorrentes da alteração de políticas de trabalho, neste caso, para o trabalho remoto, a Aon destaca a "revisão dos benefícios dados aos trabalhadores".

Das 156 empresas que participaram no estudo 49,5% dizem que "os principais benefícios que poderão vir a ser ajustados ou adicionados são os planos de benefícios flexíveis", já 38,5% aponta como necessária a instalação de internet móvel em casa dos trabalhadores. A adoção de programas de apoio à saúde mental e da aquisição de mobiliário de escritório para cada trabalhador é apontada por 37,6% das empresas nos dois itens, sendo que deste universo 45,5% diz que os mesmos devem ser "atribuídos em espécie, ou seja através de uma atribuição direta no salário de cada trabalhador".

Fonte: Expresso

 



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