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MUNDO

24/02/2021

Treinador formado na base da Portuguesa fala da temporada e do time para 2021

Fernando Marchiori Lavagnoli, o treinador da Portuguesa de São Paulo para a temporada deste ano trabalha para ajustar a equipe que deve disputar os Campeonatos, Paulista da Série A2 e Brasileiro da Série D, além da Copa Paulista.

A Portuguesa tenta pescar no mercado algumas possibilidades e assim vai reforçando sua equipe, como no último dia 10 quando anunciou mais um reforço, o zagueiro Gilberto Alemão que chegou para compor a equipe do Fernando Marchiori.

Ao Mundo Lusíada o treinador falou da temporada, do elenco e das perspectivas para 2021.

Mundo Lusíada: A Portuguesa vem superando muitas dificuldades para se recolocar numa vitrine mais atrativa no cenário esportivo, como você está vendo esse esforço do clube que conta com seu trabalho técnico para ajudar a Portuguesa a se recolocar num cenário melhor?
– Como você disse, estamos superando as dificuldades e que não são fáceis. A Portuguesa tem uma camisa pesada, uma história gigante, mas vive um momento de reconstrução em que a realidade não condiz com suas tradições, só que é com ela que trabalhamos. Pés no chão, seriedade e comprometimento.
Hoje o Clube não promete mais do que pode e isso é positivo. Há alguns anos a Portuguesa era reconhecida como quem não pagava, e isso mudou completamente. Hoje se paga em dia, o prometido é cumprido, pode não ser tão alto quanto a história exige, mas é dentro da nossa realidade. É dessa forma que as coisas caminham, com paciência é que se faz essa reconstrução.

Você chegou ao clube em fevereiro de 2020, com apenas um mês na nova casa seu trabalho foi interrompido pela pandemia, como poderia analisar o ano atípico que passou? As atividades realizadas?
-Foi um ano duro para o mundo como um todo. A parada veio em um momento em que a equipe começava a responder ao nosso trabalho, tanto que encontrei o time na zona de rebaixamento e paramos dentro do G8. O tempo parado em casa serviu para reconstrução, fizemos contratações pontuais para reforçar o elenco. Aliás, vale destacar o esforço da nossa diretoria e do nosso Presidente Antonio Carlos Castanheira que manteve todo o grupo recebendo salário durante esse período inativo e ainda assim conseguiu reforçar o elenco.
Quando retornamos, foi com um novo protocolo, uma série de cuidados e muita preocupação. Na Copa Paulista tivemos, entre atletas, comissão e funcionários, mais de 20 casos de COVID, o último fui eu. Felizmente todos se recuperaram bem, sem sequelas.
Só que foi, e tem sido, uma preocupação muito grande. Temos exigido o máximo de higienização, fizemos parcerias para manter nosso CT e o Canindé desinfectado o tempo todo. Não é fácil, mas é uma luta que não podemos parar.

Neste mês de fevereiro, completando um ano de clube, o que você espera para a temporada? O que a Lusa deverá disputar?
-Vamos disputar três campeonatos, sendo os mais importantes o Campeonato Paulista e o Brasileiro. Sabemos que há uma expectativa muito grande de que tenhamos dois acessos, é o desejo da nossa torcida e do nosso Presidente. Porém, nosso foco é o dia a dia, jogo a jogo. Estamos pensando na estreia contra a Santista, em primeiro de março e é esse o foco do nosso grupo.

Em termos de estrutura, o clube tem, além do Canindé, um CT que faz muita diferença no preparo da equipe, como você enxerga esta condição de trabalho? Seria aí um dos motivos para “cobrar” muita dedicação dos seus atletas?
-Nosso Canindé está realmente muito lindo, o trabalho que o seu Artur [Cabreira, Vice Presidente Patrimonial] e o Índio [jardineiro] fazem por lá é muito especial. O gramado é dos melhores da Série A2, isso ajuda muito em nosso estilo de jogo, de posse de bola e transição.
O CT está em constante evolução, existe muita coisa ainda para melhorar e há um projeto do nosso Presidente para isso. Todavia, o que ele nos oferece hoje atende nossa realidade e permite que nosso dia a dia seja proveitoso, tanto técnica, quando taticamente.
Esses fatores ajudam muito o jogador entender o Clube que está. No Estado de São Paulo e pelo Brasil, não são muitos clubes que têm um estádio e um CT como a gente e isso impressiona quem chega. Demonstra a grandeza dessa camisa e desse Clube. Porém, o perfil de atleta que buscamos e contratamos, é exatamente para que eu não precise cobrar dedicação; são jogadores experientes, vitoriosos e que têm sede de vencer. E quem gosta de vencer, sente um gosto especial em vencer com a camisa da Portuguesa.

Fonte: Mundo Lusíada



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