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MUNDO

13/10/2020

Fotojornalista Alfredo Cunha assina 50 anos de carreira com exposição

O 25 de Abril, a Descolonização, a Guerra no Iraque e a pandemia são quatro momentos que Alfredo Cunha destacou na exposição dedicada aos seus "50 anos de carreira", no Centro Português de Fotografia, no Porto.

'Alfredo Cunha. 50 anos de fotografia - 1970-2020' é uma "exposição de carreira" que marca também o regresso a esse percurso, em 2021, pois o ano de 2020 tem sido dedicado à "edição, a livros e exposições", disse o fotógrafo Alfredo Cunha, em entrevista telefónica à agência Lusa.

"É muito importante para mim. É uma exposição de carreira e que marca um recomeço", conta Alfredo Cunha, 67 anos de idade e 50 de fotografia, que disse, em tom de brincadeira, já não terem "a energia dos 20 anos", mas contarem com "a sabedoria dos 67".

Questionado pela Lusa sobre os destaques ou os momentos que mais o marcaram ao longo desse percurso de 50 anos, Alfredo Cunha não hesitou e referiu de imediato quatro momentos, que considerou evidentes: "O 25 de Abril, a Descolonização, a Guerra no Iraque e agora a pandemia".

A exposição vai estar subdividida em "oito exposições" e as dezenas de fotografais que vão estar expostas são selecionadas pelo próprio autor, que participa também na produção da mostra, patente no Centro Português de Fotografia (CPF) até dia 02 de maio de 2021.

Na exposição vão estar várias fotografais sobre a pandemia, que Alfredo Cunha captou na cidade da Amadora, nos arredores de Lisboa, a celebrar este ano 40 anos de existência.

Alfredo Cunha encontrava-se a desenvolver um projeto sobre um fotolivro sobre a cidade da Amadora, designado "A cidade que não existia", quando "foi apanhado pela pandemia" e, por estar nesse contexto geográfico, revela que fotografou a pandemia nessa cidade, designadamente "bairros sociais", "hospital" e o "cemitério".

A Amadora foi aliás um dos cenários que marcou o início da carreira de Alfredo Cunha, quando, no início da década de 1970, as suas reportagens começaram a documentar as condições de vida nas periferias emergentes da região de Lisboa, e situações precárias de sobrevivência sob a ditadura, poucos anos após as grandes cheias de 1967.

A Amadora era então "a cidade que não existia", uma das maiores freguesias do concelho de Oeiras e da área metropolitana de Lisboa.

A exposição vai poder ser vista no CPF, edifício da Antiga Cadeia e Tribunal da Relação do Porto, a partir do próximo sábado, dia 17, e fica patente ao público até 02 de maio de 2021, entre as 15:00 e as 19:00.

Alfredo Cunha nasceu em 1953, em Celorico da Beira. Em 1970 iniciou a sua carreira profissional em fotografia e, em 1971, entrou no jornal Notícias da Amadora.

Em 50 anos de carreira trabalhou em publicações como O Século, Público e Jornal de Notícias, entre outras, tendo exercido em algumas o cargo de editor de fotografia.

Foi fotógrafo oficial dos presidentes da República Ramalho Eanes e Mário Soares.

Fonte: Notícias ao Minuto

 

 

 



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