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Entrevista com Anna Breda: o papel da mulher no mundo dos negócios, desafios, impacto e novas perspectivas

Anna Carolina Ramos Breda, presidente do Comitê da Mulher e Cultura da Câmara Portuguesa.

A presença feminina no mundo corporativo tem avançado, mas os desafios persistem, muitas vezes de forma sutil e estrutural. Para marcar a Semana das Mulheres, conversamos com Anna Carolina Ramos Breda, presidente do Comitê de Mulheres da Câmara Portuguesa de São Paulo, sobre os obstáculos menos óbvios que as mulheres enfrentam, o impacto da liderança feminina na cultura empresarial e a importância da equidade de gênero como estratégia de crescimento. Em suas respostas, Anna Breda destaca como a autoconfiança, o apoio em rede e a autenticidade são essenciais para transformar o ambiente corporativo e abrir caminhos para futuras gerações. Confira a entrevista completa!

R: A cada dia o mundo corporativo dá passos em direção a uma sociedade mais equânime, mas ainda estamos longe de uma sociedade com direitos iguais. As dúvidas veladas e micro provocações… é sempre um grande desafio ser reconhecida. Às vezes as mulheres são muito mais questionadas sobre suas capacidades do que os homens. A forma sutil como são questionadas é difícil de ser confirmada ou revelada, mas no longo prazo, esse tipo de atitude pode minar a autoestima das mulheres.

 
A busca pelo comportamento equilibrado: Os homens assertivos são vistos com admiração, já as mulheres muitas vezes são vistas como agressivas ou menos equilibradas.
 
O tom de voz: mulheres com tom de voz mais agudo geralmente não são levadas tão a sério! (existem estudos sobre isso), e muito se fala também sobre o impacto na forma em como se vestem, sendo mais ou menos respeitadas.
 
Oportunidades de Investimentos – Um levantamento recente sobre captação em startups lideradas por mulheres, revelou que as startups “femininas” têm mais dificuldade em captar para oportunidades de risco (com alto retorno) pois as mulheres ainda são vistas como mais conservadores e menos propensas a tomar risco e, portanto, entregar menos retorno.

 

R: A presença feminina na cultura empresarial não é apenas uma questão de equidade, mas um fator estratégico para inovação, sustentabilidade e competitividade.

 

É inegável que a diversidade de pensamento traz melhores soluções.

 

A mulher, por ter um papel familiar de integração em nossa sociedade, no âmbito corporativo fortalece a cultura, a empatia, o engajamento e cooperação, gerando maior eficiência nas relações e trabalhos e por consequência nos resultados.

R: Primeiro, trabalhar o ego para não sermos refém de aprovações externas. Se estivermos fazendo o nosso melhor como ser humano, a confiança não será abalada. Construir uma vida equilibrada entre as diversas áreas da vida (família, amigos, carreira…) ajuda a ter uma vida mais equilibrada, gerando menos expectativas direcionadas, de forma a não levarmos para o lado pessoal a opinião dos outros.  Quando fazemos nosso melhor, pode levar tempo, mas o reconhecimento chega.

R: : Equidade não é generosidade, é estratégia de negócio. Faz sentido para o crescimento e ampliação de qualquer negócio.

 

A diversidade impulsiona a inovação, que por sua vez gera melhor desempenho financeiro, atraindo mais profissionais que compartilhem tais pensamentos, reduzindo o turnover e os custos. Contribui positivamente para o valor da marca e torna a tomada de decisão mais equilibrada e eficiente.

R: Primeiro, acreditar que são merecedoras de estarem lá! Criar sua própria liderança, usando habilidades, valores e visão para uma gestão de impacto e autêntica. Criar redes de apoio para ajudar com insights, suporte e oportunidades.

 

Definir limites claros de prioridades e comunicar com firmeza a visão do negócio, se apropriando da posição de liderança e, sempre que possível, apoiando outras mulheres. Por fim, acredito que mudanças muitas vezes são positivas. Ter coragem para sair do status quo e estimular pensamentos e soluções diferentes e criativas.

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