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CÂMARA PORTUGUESA
JUL/AGO 2007
CULTURA
Desenvolvido em três fases durante todo o ano, o prêmio
conta com uma curadoria formada por Vilma Arêas, espe-
cialista em literatura portuguesa, Rita Chaves, especialista
em literatura africana, Wander Melo Miranda, especialista
em literatura brasileira, e Selma Caetano, consultora literária
da Portugal Telecom.
1ª ETAPA
Em junho, um Júri Inicial formado por 300 críticos literários e
professores de literatura de todo o Brasil escolheu 51 obras
para compor a primeira lista de finalistas. Esse Júri Inicial
escolheu também o Júri Intermediário.
2ª ETAPA
Em agosto, o Júri Intermediário escolheu os 10 finalistas e
o Júri Final que, elegeu os três vencedores.
3ª ETAPA
Escolha dos três vencedores.
Vencedores do Prêmio Portugal Telecom
de Literatura em Língua Portuguesa 2007
1° LUGAR
Jerusalém
- Gonçalo M. Tavares
Trata de relações de dominação, desejo, repulsa e agres-
sividade, Jerusalém costura a vida de personagens em
direção a um desenlace violento e inesperado. Ocupados
em compreender e lidar com os limites da sanidade, todos
se sentem acossados por um perigo sem nome. Num estilo
seco e desconcertante, Jerusalém aponta para as dimen-
sões pessoais e coletivas do terror e expõe a capacidade
humana de vigiar, oprimir e torturar - às vezes em dimensões
hiperbólicas.
Gonçalo M. Tavares nasceu em Lisboa, em 1970. Premia-
do e elogiado pela crítica, estreou em 2001 com Livro da
Dança, e vem se firmando como uma das maiores vozes
do romance português contemporâneo. De sua autoria,
já foram publicados no Brasil O Homem ou é Tonto ou é
Mulher
, O Senhor Valéry, entre outros.
2° LUGAR
Macho não ganha flor
­ Dalton Trevisan
Dalton Trevisan, nessa reunião de contos, monta, peça a
peça, um mosaico de monstros morais. Ladrões, estupra-
dores, sádicos e maníacos desfilam em palavras secas,
fortes e certeiras.
O curitibano Dalton Trevisan é um autor que não gosta de
aparecer, deixa o espaço para sua obra. Reconhecido pela
crítica já ganhou dois Jabutis, um com romance Novelas
Nada Exemplares
e o outro com Cemitério de Elefantes.
Dalton dedica-se exclusivamente ao conto, tendo vários
publicados inclusive em outras línguas: espanhol, inglês,
alemão, italiano, polonês e sueco.
3° LUGAR
História natural da ditadura
- Teixeira Coelho
História Natural da Ditadura lança interrogações, promove a
dúvida, desafia a certeza. E o faz nesse tecido privilegiado
em que convivem a reflexão e o gozo, a carícia e o golpe
de vento que se afirmam na vida. A ditadura como estado
natural; a natureza da ditadura; a inacabada e constante
crônica da depravação e cumplicidade com a des/ordem
e a repressão. Com a mesquinhez e a hipocrisia. Para além
do ensaio e da encenação do eu, suas páginas incitam a
uma reflexão constante.
Teixeira Coelho é professor de Teoria da Comunicação da
Escola de Comunicação e Artes, da Universidade de São
Paulo (USP). Nasceu em São Paulo, em 1944, é ensaísta e
romancista. Publicou, entre outros, Arte e Utopia e Moderno
Pós-Moderno
(ensaios) e Os Histéricos, Nyemeyer e Fúrias
da Mente
(romance).
organização do prêmio