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CÂMARA PORTUGUESA
SET/OUT 2007
Luís Filipe Pereira, presidente-
executivo do maior grupo elétrico por-
tuguês, a Efacec, disse, em entrevista
à Agência Lusa, que a empresa está
expandindo sua atividade no Brasil
através da compra de uma empresa de
engenharia de subestações e centrais
de produção de energia.
O investimento é parte da es-
tratégia de internacionalização do
grupo, que assinou em novembro um
contrato para a construção de uma
fábrica de transformadores de alta
potência em Effingham, nos Estados
Unidos."Nosso objetivo é ter uma
empresa global. Em 2008, já mais da
metade do nosso faturamento será
realizado fora do mercado nacional",
afirmou o executivo português.
maior gruPo elétriCo luso diz
que fará aquisições no Brasil
A Efacec pretende expandir suas
atividades em seis regiões: nos EUA
- um de seus mercados mais exigentes
e prioritários-, na América Latina (Bra-
sil, Argentina e Chile), na Espanha, no
Magreb (Argélia, Marrocos e Tunísia),
na África Austral (Angola, Moçambique
e África do Sul) e na Europa Central e
de Leste (Romênia, Bulgária, Repúbli-
ca Tcheca, Ucrânia e Hungria).
"Estamos focados nestas zonas.
Queremos replicar o que fazemos em
Portugal nestas geografias", frisou Luis
Filipe Pereira.
Segundo o executivo, a Efacec
deve faturar 420 milhões de euros
(US$ 600 milhões) em 2007 e triplicar
o valor para 1,2 bilhão de euros (US
$1,73 bilhão) em 2012. Em 2006, o fa-
turamento foi de 370 milhões de euros
(US$ 534 milhões).
"Estamos crescendo fortemente,
de forma sustentada e, se tudo correr
bem, contamos atingir, em 2012, 1,2
bilhão de euros de faturamento, sendo
que destes mais de 70% será relativo
a mercados externos", afirmou Luís
Filipe Pereira.
A Efacec possui dez unidades
de negócios em três grandes áreas:
Energia (50%), Transportes e Robótica
(cerca de 15%) e Engenharia, Ambien-
te e Serviços (35%).
"Das unidades de negócio, há
quatro com vocação mundial: trans-
formadores, transportes, automação
de redes elétricas e aparelhagem de
média e alta tensão. Por exemplo,
ENERGIA