background image
1
CÂMARA PORTUGUESA
SET/OUT 2007
ENERGIA
nesta última área, estamos negociando
com um grupo indiano a produção de
componentes a preços competitivos",
revelou Luis Filipe Pereira, sublinhando
querer "rapidamente procurar geogra-
fias com custos competitivos em mão-
de-obra", como é o caso da Índia.
Em sua estratégia de interna-
cionalização, a Efacec assinou em
outubro o maior contrato de sua his-
tória, avaliado em cerca de US$ 210
milhões, para a construção de três
centrais a carvão no Brasil - uma no
Maranhão (350 megawatts) e duas no
Ceará (359 megawatts).
Contrato nos EUA
A Efacec começa, no início de
2008, a construção de uma fábrica de
transformadores de alta potência em
Effingham, estado da Geórgia, Esta-
dos Unidos. O contrato assinado em
novembro representa um investimento
de US$ 100 milhões e promoverá a
abertura de 600 postos de trabalho.
A nova unidade industrial vai ser im-
plantada em uma área de 70 hectares
e será feita em duas fases.
"Vamos aumentando à medida
que o mercado for expandindo. Sa-
bemos que este mercado vai ter uma
grande procura e por mais de uma
década", afirmou Luís Filipe Pereira.
Entre outras vantagens, o inves-
timento nos Estados Unidos tornará a
empresa mais competitiva no mercado
norte-americano, uma vez que permite
"reduzir os custos de transporte", que
atualmente representam de 15% a 17%
dos custos para o cliente.
"Por outro lado, é cada vez mais
difícil exportar em euros devido a sua
valorização. Ao termos aqui a pro-
dução, os custos também serão em
dólares", destacou o empresário.
Segundo Luís Filipe Pereira, a
nova unidade será construída em
Effingham após um processo de
seleção de eventuais localizações
que privilegiava locais com mão-de-
obra mais competitiva, facilidade de
recrutamento, acesso fácil a um porto
atlântico (neste caso o de Savana),
boas ligações ferroviárias internas,
incentivos e distância de furacões.
Como contrapartida do investi-
mento nos EUA, o grupo português
recebeu das autoridades norte-ame-
ricanas "um terreno gratuito, assim
como um ramal ferroviário também
gratuito", além de benefícios fiscais e
incentivos monetários para a formação
de trabalhadores e especialistas.
O gestor da Efacec considera um
aspecto importante o fato da formação
de "uma parte significativa do pessoal
norte-americano ser realizada em
Portugal".
Luís Filipe Pereira prevê que as
vendas dos transformadores cheguem
a US$ 145 milhões em 2012 e a US$
286 milhões em 2015.