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CÂMARA PORTUGUESA
SET/OUT 2007
e Serveng ­ e em que a cotação das empresas representa
um compromisso de transparência e responsabilidade com
as partes interessadas (accionistas, autoridades públicas,
comunidades locais, clientes e colaboradores).
CPCB - Como o Sr. analisa a atuação de seu grupo no Bra-
sil? Pretende ampliar os investimentos? Pensa em ingressar
em novos ramos de atividade?
VM - A área das infra-estruturas rodoviárias continuará a
proporcionar oportunidades de crescimento significativo.
No entanto, estamos interessados em alargar as nossas
actividades a outras infra-estruturas de transportes, nome-
adamente a ferrovia e a metrovia, onde a CCR, através da
ViaQuatro, já está pronta para operar a Linha 4 Amarela do
Metro de São Paulo.
CPCB - Qual é a sua relação com o Brasil? O Sr. vem aqui
com freqüência? O que pensa do país? Tem familiares que
vivem aqui?
VM - Parte da minha família veio viver para o Brasil, depois
de 1974. Foi um país muito acolhedor e que deixou uma
marca muito especial. Na minha perspectiva, o Brasil é um
dos grandes beneficiários da globalização. Com uma popu-
lação jovem, tem todas as condições para se transformar
numa principais potências do século XXI. A grande discrep-
ância na distribuição da riqueza e a falta de segurança são
dois temas que têm de ser resolvidos. O crescimento e a
educação, que as políticas privilegiam, serão com certeza
um importante contributo na resolução dos dois problemas
que referi. Não se pode esquecer que é preciso criar antes
de distribuir.
CPCB - Portugal, como está? O que ainda falta ao país
para que atinja a média de desenvolvimento da União
Européia?
VM - A integração de Portugal na União Europeia e a adop-
ção do Euro foram marcos fundamentais para o país. No
entanto, os últimos anos, fruto de políticas erradas continu-
adas, foram de muito fraco crescimento. Precisamos de
incentivar mais a tomada de risco, por parte das pessoas,
e tornar mais flexível a legislação laboral. Concretizando
com sucesso a reforma da administração pública, teremos
todas as condições para convergir com a Europa.
CPCB - Sr. é uma pessoa otimista? Por quê?
VM- Sou optimista por natureza Acredito na capacidade
das pessoas, através do esforço, ultrapassarem as suas
limitações.
ENTREVISTA